sexta-feira, 14 de março de 2014

AMOR LAPIDADO

Eleito pelo tempo certo
Levado para o ponto exato
Encontro com o amor convicto
Esbarro: Amor absorto.
De início, alma que se agita
e corpo todo ele incita.
Olhar que foge, outro que fita:
É fase do amor pepita.
Aos poucos, se mantendo atento,
Se espaça no lugar exato
da alma e seus compartimentos
se ocupa o mesmo sentimento.
Lapidado, é ele com tempo!
“Cuidados”, é seu alimento,
Não mais amor estado bruto,
beleza é seu estatuto...
(Cláudia 2014)

terça-feira, 11 de março de 2014

DESCONEXOS...




Está tão desconexo que eu já nem sei.

Se tudo eu já disse ou, se apenas pensei...

Será que sigo em frente ou aguardo o delay?

(CLÁUDIA - 2014)






 

O QUE FAZ SER UM MONGE...

Não são as montanhas do Tibet,
nem viajar pra muito longe...
O lugar não faz o monge!!!!
 
 
(Cláudia - 2014)

quarta-feira, 5 de março de 2014

SOBRE LIBERDADE



Sonhava com liberdade
Soubesse eu, o que era...
Pra quem tinha pouca idade,
fosse talvez quimera...

Pensava em liberdade.
Sem paciência pra espera.
Vivendo em velocidade:
Vencer relógios quisera...

De querer  a liberdade,
prisioneira me fizera
A vida em sociedade,
da escravidão é metáfora!

O que é a liberdade,
pra quem nunca foi alforra?
Pra alguém que na verdade
em ser escrava se esmera?

Terei sim a liberdade.
Um dia será minha hora
É dura a realidade:
“Adeus...estou indo embora...”


                               (CLÁUDIA – 2014)

terça-feira, 4 de março de 2014

TULIPAS - (turbantes)



São três tulipas vermelhas
E nelas tu te espelhas:
Vagam em noites escuras,
em quadros sem ter molduras

Damas de tardes sombrias
Aguardam as noites frias.
Esvoaçantes turbantes
Seduzem novos amantes

Vivas! na beira da estrada
chagas abertas mais nada
Símbolos da solidão

Ou...

Presas em telas fechadas
Três damas choram caladas
Natureza morta em vão...



(Cláudia - 2014)