terça-feira, 14 de janeiro de 2014

LÁGRIMAS



SOU MAIS POEMAS, QUANDO ESTOU EM LÁGRIMAS...MAS, JÁ ESTOU CAMINHANDO PARA AS CRÔNICAS.

ELUCUBRAÇÕES (Falando com as paredes)


CRÔNICA DA INSÔNIA.

Crônica da Insônia

Claudia Regina Lemes -2014.

Consultando quem entende do assunto, soube que deveria diminuir o café e usar mais chás, principalmente depois das 17h00, momento em que o corpo precisa iniciar o processo de relaxamento para o sono noturno.
E assim foi: Três noites seguidas, de sono tranquilo.
Na quarta noite, no entanto, preparei o chá (erva cidreira que é mais eficiente) e fui para o quarto com um livro e a xícara
Acordei na manhã seguinte, agradecendo o chá e seus benefícios. Dormira bem e estava me sentindo ótima.
No entanto ao levantar, por distração, esbarro no criado-mudo e derrubo nada mais, nada menos do que a xícara inteira de chá, sobre o livro de cabeceira. Confusa agora, sem entender. Será que sonhei?

 Dormir demais tem destas coisas.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Caminhando.

 CAMINHANDO

Caminhando para cuidar da saúde, manter forma física, pensar, observar coisas e pessoas, foi que me remeti a uma época em que as pessoas caminhavam com passos mais tranquilos, por calçadas estreitas e ruazinhas simples, sem asfalto.
Eram passos firmes, sem pressa. Cruzavam com outros passos e paravam para contar as novidades, que eram sempre as mesmas “novidades”. E lá se iam, ainda sem pressas.
Viajei. Cortando campos verdes. “Caminhos que só existem, quando você passa”, disse assim o Skank.
Mergulhei nos caminhos construídos pelo andar das águas, que trouxe nossos primeiros habitantes, embrião de nossas cidades, sufocados por concretos.
Córregos do Velho Rio Paraíba, que seguem seus caminhos delimitados por duras veias.
Caminhamos rumo ao progresso. Pontes, estradas, viadutos, canalizações dos rios, asfaltos. Tornaram curtos os nossos caminhos e aumentaram nossas distâncias.
E assim vou caminhando, às vezes, caminhando e cantando.


(Claudia Regina Lemes –  Janeiro - 2014)

Epitáfio

Epitáfio

Aqui um amor jaz:
Ao nascer transitório,
foi intenso e sagaz.
Coube num calendário.

 Nem se debateu.
Aceitou com coerência.
Ao carrasco se deu,
não quis pedir clemência.

Tenho aqui seu diário:
Uma vida em vão,
sem mais nem um grão,
 foi-se então, sem velório!
 (Claudia - Janeiro/2014)


Precisando de silÊnCiO...


CÁLICE - Chico Buarque y Milton Nascimento