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sexta-feira, 23 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
VIDADÁ
Que “arte”! Eu corria num parque,
encontro um castor: Jura-me amor.
História sem graça e sem aventura
Pra melhorar: Um castor de fraque!
E no tempo de ligar o computador.
Uma travessura na noite escura
Os meus olhos que ardem
numa loucura em plena tarde...
Mas, não era um dia de calor?
Dedo nas teclas; olho o monitor.
Que estranheza não cause.
Com problema no meu texto-editor
O tal castor era o mouse.
Que frio! Enrolo-me no cobertor.
Às vezes ao acordar eu cismo.
Que minha vida é um dadaísmo.
CLAUDIA - 2014
A FÁBULA
(
Escrita a partir do conto de Malba Tahan
(Uma fábula sobre uma fábula.) Fonte: Minha vida querida. Tahan, Malba. Rio de Janeiro: Conquista, 1957, p.93-98.
Que se faça a mulher!
E Deus criou a fantasia,
por analogia:
Entrar num palácio a Verdade quis.
Sempre
cristalina, porém aprendiz.
Buscou
em silêncio, lá em seu país:
Mais alta
colina foi sua diretriz
A
verdade-nua em transparente véu
Como a
linda lua brilhando no céu
Solicita
a entrada a um guardião
Em imensa
casa falar ao sultão
Foi “Não!” a resposta: Aqui
neste castelo,
Entrar Verdade, assim nua
e crua?
Fez então aos guardas logo
seu apelo.
Por dignidade. Enxota-a
na rua.
Que se faça a mulher!
E Deus fez a Obstinação
por conexão.
Se nua
não posso, cubro-me com peles.
Uso outro
tom, grosseiro e bem severo.
Ao
chefe pediu: Que tu não me repeles!
Senhor-Guardião.
Faço um pedido austero:
Sou a
Acusação. Ir ao palácio eu quero.
A resposta
é “Não!” - disse o soberano-
de
joelhos no chão. “Desista!” Eu espero!
Esta
permissão seria um grande engano.
Que se faça a mulher!
E o Capricho Deus criou.
E sua obra apreciou...
Vestida
em riqueza e pura beleza!
Usando proeza.
Coberta em seda.
Sutileza
e a mais feminina certeza:
Toda
fortaleza teria a sua queda.
E ao
grandioso pediu audiência.
Quem é essa
mulher tão misteriosa?
Se o
sultão acolher em sua residência
Precisarei
saber até de tua essência.
Mostre
ao Califa que minha transparência
Voa inocente,
como uma libélula.
Que abra
palácios para audiência
Almas
alimentem, diga, sou a Fábula.
“Que e
seja bem vinda em minha morada!”
Pouso vitalício,
flores e perfumes.
Eu esperaria
até de madrugada!
Abra-se
o palácio quebrem os costumes.
Conta a
história que Verdade entrou
É
sempre ouvida com encantamento
Com
vestes de Fábula o saciou
De história
e vida a todo o momento.
CLÁUDIA REGINA LEMES - 2014
domingo, 18 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
NOSSO ROQUE
Deus te trouxe até nós.
Tão pequenino,
como um menino
brincava de bola...
e nos esperou chegar
Fez de nossa casa teu lar
nos amou sem condição
era nossa proteção...
Não vou lembrar com tristeza
Da dor e do quanto lutaste
Mas, vou lembrar da tua beleza
Do seu doce contraste:
Fera, brava, possante
mas, no fundo inocente
animal, bicho, cão...
Mas, pra nós tu era gente!
Não foi levado por veneno
Foi com um anjo sereno
Para um mundo de verdade
Sem crueldade...
(CLÁUDIA 2014)
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